Com o tema “Política Nacional de atenção à saúde dos povos indígenas: Atenção diferenciada, vida e saúde nas comunidades Indígenas”, foi realizada entre os dias 22 e 24 de outubro a 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, etapa local Aldeia Bona.
A abertura da conferência aconteceu na tarde do dia 22, sendo formada a mesa com os representantes dos órgãos responsáveis pelo desenvolvimento da saúde indígena no estado do Amapá. Estiveram presentes o Coordenador de Projetos Institucionais do IOM-Amapá, João Carvalho; O Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá e norte do Pará (DSEI), Silney Aniká; o representante da Fundação Nacional do índio (FUNAI), Edmar Mata; o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI), Welisson Iaparra; Além de representantes das entidades locais.
Em sua fala de abertura o Coordenador, João Carvalho, agradeceu a oportunidade de estar participando de mais uma etapa das conferências locais e destacou a importância da presença de todos que estavam ali, mas principalmente dos colaboradores AIS’s e AISAN’s do IOM e dos Conselheiros de saúde local.
A programação da 6ª Conferência seguiu no dia 23 com a leitura do regimento e a realização de uma dinâmica explicativa sobre o tema do encontro. Os participantes do evento também receberam uma breve explicação sobre os eixos temáticos que foram trabalhados nos grupos.
O IOM esteve inserido no Eixo III- Recursos Humanos e gestão de pessoal em contexto intercultural. Nesse eixo foram debatidos alguns temas como: força de trabalho para atuar em contexto intercultural; educação permanente para AIS e AISAN, e para profissionais da saúde indígena; condições adequadas de espaço físico, logística e insumos para o desenvolvimento da qualidade do trabalho; e saúde do trabalhador. Durante as proposições dos participantes do Eixo III o coordenador tirou algumas dúvidas quanto ao papel do IOM.
Após a explanação dos eixos houve a eleição dos delegados para a Conferência Distrital, tendo sido eleito o Coordenador do IOM João Carvalho como delegado no seguimento “gestor” e a colaboradora Maria Clara Nunes como sua suplente.
O encerramento aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (24) com breves falas dos representantes das entidades locais.
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Polo Base Passo Fundo discute Incentivo de Atenção Especializada aos Povos Indígenas em hospitais da região
O atendimento de indígenas na rede SUS foi tema de encontro entre trabalhadores da SESAI e gestores locais de saúde. Outros temas também fizeram parte da pauta do encontro.
Entre os dias 10 e 14 de setembro, o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI Interior Sul promoveu no Polo Base Passo Fundo a avaliação das agendas de qualificação dos Planos de Metas e Ações (PMA) em hospitais de municípios gaúchos, que reuniram colaboradores da SESAI, integrantes do Controle Social, equipes do polo base e gestores de saúde do município.
As principais demandas de saúde da população indígena da região foram debatidas com o objetivo de aprimorar o atendimento de acordo com a Portaria 2.663 que prevê aporte financeiro aos estabelecimentos que promovem boas práticas referentes à atenção diferenciada. Os 14 mil indígenas atendidos na região poderão ter melhorias desde a marcação de consultas, procedimentos e cirurgias até a qualificação da gestão da informação nos sistemas SISPRENATAL e SI-PNI, fundamentais na organização do atendimento indígena.
Os debates apontaram para a necessidade de atualizar o cartão SUS da população indígena para qualificar a informação nos sistemas do SUS, mediante a proposta do conjunto mínimo de dados do Ministério da Saúde a partir de 2019.
Entre as conclusões do encontro, os participantes destacaram que o Incentivo de Atendimento Especializado aos Povos Indígenas (IAEPI) facilita a articulação com os hospitais, CAPS, CEO e policlínicas que atendem indígenas e que a oferta de dados do SIASI foi bem recebida pelos estabelecimentos, para a discussão de casos e a construção de estratégias de saúde para o aprimoramento da atenção diferenciada em rede, integrando ações de saúde entre as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e equipe hospitalar.
Os participantes ainda sugeriram a realização de uma mostra de experiências e um relatório de resultados proporcionados pelo incentivo.
INCENTIVO
A Portaria nº 2663/17 instituiu novos critérios para o recebimento do IAEPI, como o direito do paciente indígena a intérprete e dietas alimentares adequadas à sua cultura, entre outras adequações em pontos de atenção de média e alta complexidade.
Para obter os recursos do incentivo, os estabelecimentos de saúde devem atender a alguns critérios. Foram eleitas 13 medidas fundamentais para que a assistência a esses pacientes respeite suas tradições e culturas. Entre elas, a presença de intérpretes, dieta adaptada às restrições e hábitos da etnia, presença de cuidadores tradicionais e enfermarias exclusivas para povos de recente contato, uma vez que eles são mais vulneráveis a doenças.
IOM Macapá realiza 1º Acolhimento para os Colaboradores
O Instituto Ovídio Machado realizou na manhã de terça-feira (29) no Mara Hotel em Macapá o primeiro acolhimento para os colaboradores. O evento teve como objetivo aproximar os colaboradores o IOM, além de esclarecer algumas questões relacionadas ao trabalho desenvolvido pela ONG no estado do Amapá.
O gestor de pessoas, Guilherme Júnior iniciou a programação com uma palestra motivacional que envolveu os participantes e gerou um clima de descontração. Durante a palestra Guilherme apresentou alguns pontos importantes no que segundo ele formam uma “boa pessoa” para então formar um bom profissional.
Em seguida o Coordenador do IOM- Amapá, João Carvalho, falou de forma breve sobre a importância desse estreitamento de laços entre os colaboradores e o Instituto e enfatizou que as portas da sede estão abertas para recebe-los sempre que precisarem.
Estiveram presentes também os representantes dos das entidades locais, o Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá/ Norte do Pará- DSEI Silney Aniká e o Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena -Condisi, Wellison Iaparrá.
Dando encerramento ao encontro, o Coordenador do IOM- Tocantins, Juraci Gonçalves, que há mais de onze anos vem desenvolvendo seu trabalho junto as ONG’s na região do Tocantins, fez uma retrospectiva sobre como iniciou o trabalho com saúde indígena no país, além de explicar como é dado o processo de escolha das ONG’s para desenvolvimento do trabalho na saúde Indígena.
A auxiliar de saúde bucal, Johilma Isacksson, fez uma avaliação muito positiva do evento. “Eu gostaria de agradecer ao Instituto Ovídio Machado por ter realizado esse evento, a palestra do Guilherme Jr. foi extremamente produtiva, é muito importante que a gente se mantenha motivo pra fazer sempre o melhor pelos nossos indígenas. Espero que possamos ter mais momentos como esse”, enfatizou Johilma.
6ª Conferência Local etapa Oiapoque é realizado com sucesso.
Durante os dias 20 e 22 de setembro os representantes do Instituto Ovídio Machado-AP participaram da 6ª Conferência Local de Saúde Indígena que teve como tema “Politicas Nacional de atenção à saúde dos povos indígenas- Atenção diferenciada, vida e saúde nas comunidades indígenas”.
A Conferencia foi realizada na Aldeia Manga, localizada no município de Oiapoque a 588 km de Macapá. Na ocasião foram debatidas propostas que visam melhorar o atendimento de saúde nas comunidades indígenas, bem como melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam nessa área.
A cerimônia de abertura aconteceu no dia 20 e foi iniciada com uma apresentação cultural, em que os participantes do evento foram convidados a entrar na dança.
O senhor João Carvalho, coordenador de projetos institucionais foi convocado a compor a mesa. Na ocasião João parabenizou a organização do evento e aproveitou para agradecer a oportunidade de fazer parte de um projeto tão importante, parabenizando os povos indígenas pela organização e articulação política.
Nos dias 21 e 22 os participantes dividiram-se em eixos onde discutiram o texto do regulamento e formularam propostas em cima do mesmo. O IOM esteve inserido no Eixo III- Recursos Humanos e gestão de pessoal em contexto intercultural. Nesse eixo foram debatidos alguns temas como: força de trabalho para atuar em contexto intercultural; educação permanente para AIS e AISAN, e para profissionais da saúde indígena; condições adequadas de espaço físico, logística e insumos para o desenvolvimento da qualidade do trabalho; e saúde do trabalhador. Durante as proposições dos participantes do Eixo III o coordenador tirou algumas dúvidas quanto ao papel do IOM.
O encerramento aconteceu no fim da tarde de sábado (22) com uma apresentação cultural e breves falas dos representantes das entidades locais.
SESAI recebe contribuições para diretrizes de funcionamento das Casas de Saúde Indígena
A Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS) está com uma consulta pública aberta até o dia 26 de outubro, para colher contribuições para a elaboração de uma Minuta de Portaria que estabeleça diretrizes de funcionamento das Casas de Saúde Indígena (CASAI), dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).
Nesse sentido, convida os integrantes do Controle Social e os trabalhadores dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) a participarem dessa iniciativa, a fim de qualificar os serviços oferecidos às populações indígenas usuárias desses estabelecimentos.
Para compreender melhor a proposta, leia o documento integralmente disponível no link: https://drive.google.com/file/d/1iWtPUNkyZj4cNqiYquEDPcVdRiA7na9-/view, além do “Tutorial para Participar da Consulta aos Trabalhadores e ao Controle Social da Saúde Indígena sobre a Minuta de Portaria das CASAI”, no link https://drive.google.com/open?id=18KwcFH6JLYPFsudS1Q9Z_UVykkwdtNV6
Após a leitura dos documentos acima indicados, o participante deverá acessar o Formulário de Consulta, disponível no link https://drive.google.com/open?id=1RyLUbGZuXomxWLN5ue49NtJW6j4MJ5B5DGTavaT08Do
Os links também estão disponíveis no processo SEI n° 25000.171809/2018-83.
Suicídio é tema de ação no Polo Jeripankó
Iniciativa abordou adolescentes indígenas, faixa etária mais afetada pelo problema
Foto: DSEI AL/SE
Uma roda de toré seguida de uma grande roda de conversa. Assim foi a ação educativa “Setembro Amarelo” realizada pelo Polo Base Jeripankó na Escola José Carapina no povoado de Ouricuri, zona rural de Pariconha – AL, área de abrangência do Distrito Sanitário Especial Indígena Alagoas e Sergipe (DSEI AL/SE). Voltada para o público adolescente, a ação exibiu um vídeo que explica os 7 principais motivos que podem ocasionar um suicídio.
Além disso, todos os profissionais participantes puderam falar sobre o tema e sobre as expectativas daquele evento. As discussões fluíram naturalmente e todas as dúvidas colocadas pelo público foram sanadas. Ao final do encontro, os jovens puderam realizar testes rápidos de HIV, Hepatites e Sífilis.
De acordo com a enfermeira Priscylla Barbosa, responsável técnica do Polo Base, o evento teve boa aceitação e os jovens puderam interagir com os profissionais, esclarecendo dúvidas e buscando mais informações sobre o tema. “Os participantes pediram que organizássemos novos encontros como esse. Os resultados são muito positivos” destacou Priscylla. A ação contou com o apoio do Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) do Município.
Assistência
Para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020, o Ministério da Saúde lançou no ano passado uma agenda estratégica de prevenção. A agenda prevê ações como projetos nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) em 6 estados considerados prioritários, ampliação da gratuidade nas ligações para o número do Centro de Valorização da Vida (CVV), o 188, para todo o país e capacitação de profissionais de saúde para qualificação das ações de prevenção de suicídio.
Nas comunidades indígenas, as ações de prevenção e qualificação do atendimento reduziram em um ano, 10,2% óbitos nos DSEIs com Linha de Cuidado de Prevenção do Suicídio implantada. Foram capacitados 550 profissionais nas linhas de cuidado locais de prevenção do suicídio, realizadas duas oficinas com DSEIs prioritários e qualificadas ações de saúde indígena nos CAPS, com foco em ações nos territórios indígenas, realizadas coletivamente com a comunidade, em especial jovens e lideranças indígenas.
DSEI Alto do Rio Negro desenvolve ações de prevenção ao suicídio
Campanha atende a mais de 4 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio
Foto: Divulgação DSEI/ARN
A Campanha Setembro Amarelo pela Valorização da Vida, organizada em São Gabriel da Cachoeira pelo Comitê Interinstitucional para o enfrentamento do suicídio, iniciou suas atividades no mês de agosto com a formação de apoiadores pedagógicos indígenas. Tal formação visa enfrentar o número de óbitos por suicídio nas calhas do Rio Negro, Rio Tiquié, Rio Waupés, Rio Içana e Rio Xié, onde também estão localizados os polos-base do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto do Rio Negro (DSEI/ARN)
Foi realizado um concurso musical nas escolas estaduais e federais para valorizar e incentivar jovens e adolescentes em idade escolar a participar ativamente da Campanha pela Valorização da Vida. A música vencedora veio da Escola Estadual CETI Pedro Yamaguchi e foi apresentada na abertura oficial da campanha. O evento, realizado no dia 17de setembro no Ginásio Arnaldo Coimbra, contou ainda com atrações teatrais e grupos de dança.
Durante o mês foram atendidos mais de 4 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio. Foi realizada uma campanha intensiva tanto na cidade quanto no território indígena do município, com a participação de aproximadamente 25 profissionais de diversas áreas, como médicos, psicólogos, assistentes sociais, dentistas, conselheiros tutelares e estudantes de medicina, odontologia e enfermagem da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).
O DSEI/ARN realizou curso de formação para os profissionais da saúde com o tema “Patofisiologia e Neurociência da Depressão com enfoque na abordagem de sua pior complicação: Suicídio”. Participaram profissionais de 50 Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígenas (EMSIs) de vários polos base.
A campanha Setembro Amarelo se encerrou com uma caminhada, com a participação de várias escolas locais e com a presença de instituições que fazem parte do Comitê Interinstitucional para enfrentamento ao suicídio (DSEI/ARN; Secretaria Municipal da Saúde – SEMSA; Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade –SEMAS; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM; Secretaria Municipal de Educação – SEMED; Secretaria de Estado de Educação e Ensino – SEDUC; Hospital Geral Universitário – HGU; igrejas e outros).
SESAI e FUNAI querem ampliar proteção a indígenas isolados
Para garantir segurança aos povos indígenas isolados, é necessário que os contatos com a sociedade envolvente sejam planejados cuidadosamente e com base em conhecimentos específicos
Foto: Alejandro Zambrana
Com o propósito de traçar estratégias protetivas a grupos indígenas isolados no território do Vale do Javari, no oeste do Estado do Amazonas, representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) se reuniram nesta terça-feira (02/10), em Brasília. O ponto focal tratado pelas duas instituições foi o histórico dos últimos contatos ocorridos naquela região e a indicação de ações que minimizem impactos negativos à saúde dos indígenas decorrentes do contato com a sociedade envolvente.
Participaram do encontro, no Edifício PO700, pela SESAI, Marco Toccolini, secretário Especial de Saúde Indígena; Flávio Gomes Júnior, diretor de Atenção à Saúde Indígena; e Roberta Aguiar Cerri Reis, da Divisão de Programas e Projetos de Saúde Indígena. Pela Funai, estiveram presentes Rodrigo Paranhos Faleiros, diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável – representando o presidente da Funai, Wallace Moreira Bastos; Azelene Inácio, diretora de Proteção Territorial; Bruno Pereira, coordenador geral de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato; e Thiago Fiorott, ouvidor do órgão.
Povos indígenas isolados – São grupos sem nenhum contato ou com pouca interação com as sociedades envolventes. Registros históricos demonstram que o isolamento de indígenas pode ser consequência de contatos com impactos negativos, como o aparecimento de enfermidades tipicamente de populações urbanas – infecções, epidemias etc. –, atos de violência física, mortes, espoliação de recursos naturais, entre outras situações que geram vulnerabilidades aos territórios. Mas o isolamento também pode ser ato de vontade pela autossuficiência social e econômica.
Para Marco Toccolini, secretário Especial de Saúde Indígena, “a articulação intersetorial é de vital importância para a proteção dos povos isolados”. As instituições se comprometeram a tratar o assunto de forma prioritária no âmbito de suas responsabilidades.
Programação da 6º Conferência de Saúde Indígena - Etapa Local Oiapoque
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Evento realizado de 18 a 22/09, contou com a presença do Representante da FUNAI, Representante da Prefeitura de Oiapoque, Representante da Secretaria de Saúde de Oiapoque, Representante do NEMES na apresentação cultural.
Também foram discutidos 7 eixos durante o evento:
I articulação dos sistemas tradicionais;
II modelo de atenção e organização dos serviços de saúde;
III recursos humanos e gestão de pessoal em contexto intercultural;
IV infraestrutura e saneamento;
V financiamento;
VI determinantes sociais;
VII controle social e gestão participativa
Mulheres Kawaiwete organizam debate sobre saúde mental
Encontro na aldeia Capivara envolveu representantes de 18 comunidades nas discussões sobre questões de atenção psicossocialFoto: DSEI Xingu
Mulheres do Baixo Xingu participaram, nos dias 09 e 10 de setembro, de um encontro organizado pela Coordenação de Mulheres Kawaiwete (COK) na aldeia Capivara. Com a presença de 138 pessoas, o evento discutiu formas que levem à construção de caminhos que viabilizem o programa de Saúde Mental Indígena na região, conforme a demanda das comunidades presentes: Iguaçu, Bom Jesus, Paranaíta, Fazenda Eles Três, Aiporé, Caiçara, Alta Gloria, Capivara, Paranavaí, Diauarum, Kamikap, Ytapap, Três Buritis, Moitará, Samaúma, Tuiararé, Guarujá e Eirwei.
Resultado de parceria entre a COK e o Distrito Sanitário Especial Indígena Xingu (DSEI), com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA), da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e da Associação Terra Indígena do Xingu (ATIX), o encontro abordou problemáticas relacionadas à saúde psicossocial das mulheres e homens residentes no Baixo Xingu, bem como caminhos possíveis para a melhoria da saúde psicossocial do povo. Dessa forma, foram elaboradas, encaminhadas e aprovadas oito propostas para a melhoria da atenção psicossocial na região.
Aline Lima, referência técnica do Programa de Saúde Mental Indígena, contou que “este evento superou as expectativas de todos, pois proporcionou às mulheres, aos homens e à equipe de saúde um espaço para o debate de questões muitas vezes veladas”. Para ela, “todos saíram do lugar de passividade e puderam elaborar os sintomas levantados, se deslocando, assim, para uma posição ativa, de autonomia e protagonismo sobre seus processos de bem viver. Fazer parte disso é motivo de imensa gratidão e felicidade”, finalizou.
O encontro se configura como a primeira parceria entre a Coordenação de Mulheres Kawaiwete e o DSEI Xingu, por meio do Programa Saúde Mental Indígena (ou Bem Viver). Dessa a forma, mais do que propor um espaço prioritariamente feminino para o debate de questões de atenção psicossocial levantadas pelas mulheres, as organizadoras do evento acreditam que, com o fomento dessas discussões, sejam criados instrumentos, a partir da própria comunidade, para o combate aos agravos relacionados à saúde psicossocial das comunidades do Baixo Xingu.
A iniciativa da Coordenação de Mulheres Kawaiwete representa o primeiro passo para que o DSEI Xingu possa imergir em questões de saúde biopsicossocial relacionadas às mulheres do Baixo Xingu, para fortalecer a coerência das ações com a dinâmica e as preocupações provenientes do território indígena.